segunda-feira, 18 de junho de 2012


nem mesmo sei se gosto ou não de olhar a chuva da janela de casa. choro sempre. nada no mundo é uma resposta. e a chuva no verde musgo da mata, em meus olhos embolorados. e a chuva sem parar sem parar sem parar mesmo quando existem tantas outras palavras com as quais poderíamos dizer adeus. vê, vão os carros feito cardumes e é só minha a culpa se me afoguei dentro de um peixe. às vezes eu queria ser um bueiro, escuta estas vozes empoçadas, outrora esculturas de meu fôlego. se o frio é o meu país (meu direito e dever), na primeira oportunidade trairei a pátria.

2 comentários:

  1. Já via poesia nelas soltas! Beijos

    ResponderExcluir
  2. curitiba é uma gaiola de chuva, irmãozinho.
    de repente começa a chover também de dentro pra fora, né não?

    pra melhorar ainda mais o astral, tbm tô lendo os "pessimismos técnicos" (diferentes do tradicional desespero poético) de p.h. britto.

    abçs,
    madeira.

    ResponderExcluir