domingo, 16 de agosto de 2009

paulo sandrini

Paulo Sandrini
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Bom, houve esse terror vivido pelo Paulo Sandrini. Ainda bem que as coisas se resolveram e ele voltou para casa são e seguro. Em seu blog http://paulosandrini.blogspot.com/ o escritor explica o que não tem explicação, a violência sofrida em terras de nossos irmãos venezuelanos. Não pretendo dar corda para forças malignas. É uma pena que após tantos exemplos de derrotas relacionadas à humanidade, em alguns lugares do mundo, exista os que pensam e agem de modo ditatorial, fazendo com que pessoas inocentes sofram. Nesse momento estendo a mão amiga ao artista e parceiro Sandrini. Apesar de se tratar de relato fundamental, não reproduzirei aqui seu texto a respeito do equívoco que o machucou. De todo modo, acredito o estar apoiando e apoiando seus pares venezuelanos ao, nesse sítio, propagar os seguintes importantes poemas, de autoria de Rafael Cadenas, traduzidos pelo Paulo:
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O argumento
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Pela manhã
lemos anestesiados
as notícias
da guerra (qualquer guerra),
um oficial
bem merece alguns combates;
cada facção
deseja mostrar que Deus
está do seu lado
com o argumento definitivo;
nossos olhos correm
as páginas- buscamos mais confirmações
de nossa derrota-
e o jornal traz o que esperamos encontrar.
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Ao despertar
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Que sei eu de razões?
Meu pensamento é esta manhã que se eleva
sobre a ondulação do cerro,
a neblina que envolve
alguns pássaros,
o rumor
do mercado, os gaviões que ainda
se aproximam desta margem da cidade,
a xícara de café
antes de sair à rua
quando ainda não estou comigo
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A busca
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Nunca encontramos o Graal.
Os relatos não eram verídicos.
Só a fadiga dos caminhos acompanhou
os que se aventuraram,
Mas esperavam histórias.
Que seria nossa vida
Sem elas?
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Nada se resolveu,
poderíamos ter ficado em casa.
Mas somos tão inquietos.
No entanto, concluída a viagem
sentimos que em nós- não mais reféns
da esperança -havia nascido
outro templo.
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Rafael Cadenas
Tradução: Paulo Sandrini
(16 de agosto de 2009)

2 comentários:

  1. Luiz, maninho, obrigado pela força. Abraço grande

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  2. tamo junto, sandrini. forte abraço aí. lepre.

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