sexta-feira, 31 de julho de 2009

viva o pequeno mestre vitor paiva

Vitor, fotografado por Julia Penna
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Já não acreditava mais naquele deus de antes era só um rapaz, você não sabe, meu corpo está falando comigo de dentro de mim a vista é bonita.
A raiva então se derreteu em meu suco gástrico e eu sabia que ela tinha razão não existe saída quando amar é só um artifício desse canhão chamado felicidade sempre obriga alguém a ter que levar a ferida dessa flecha que vara minha cabeça de sensações e meu corpo de pensamentos são o pior inimigo do amor, agora, nesse tiroteio, a ferida é minha.
Vitor Paiva
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Esse é um fragmento de Pensamento de boca aberta, que acabo de reler. Novela de amor das mais interessantes, pela inventividade de sua linguagem e pela delicadeza dos assuntos abordados. O texto compõe o livro Boca Aberta (Confraria do Vento, 2007, RJ), do meu maninho Vitor Paiva. O piá também toca, ao lado do Botika, na banda Os outros. Vá lá no http://www.myspace.com/osoutros e atente para as pérolas que são as canções Nunca, Balada e A melhor coisa do mundo.
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Tem noites que eu daria tudo para estar no Baixo Leblon bebendo um chope seguido do outro, aprendendo com o Vitor e o Botika (que estão entre os artistas que mais admiro) o que no mundo pede sensibilidade aguçada, rara, compartilhando seus olhares poéticos tão singulares e transformadores. Tudo de bom para os dois. Saudade do calor.

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